PEI-Programa de Enriquecimento Instrumental

PEI BÁSICO

O Pei Básico favorece a emergência das funções cognitivas, principalmente na etapa inicial da vida, enriquecendo as ferramentas verbais conceituais, os conceitos espaciais e temporais, e as atividades cognitivas que propiciam a representação das relações. Indicada para o desenvolvimento de crianças a partir dos 4 anos, trabalha o desenvolvimento de analogias, expressão do pensamento divergente, convergente, a abstração, pensamento simbólico e a discriminação auditiva e tátil, além de promover o pensamento reflexivo e a motivação interna, os sentimentos e a propensão da criança para gerar informações e não apenas reproduzi-las.

 

O Pei Básico (Pei B) é também dividido nos níveis 1 e 2, porém, o nível 2 ainda não tem instrumentos traduzidos e formação disponível no Brasil. Trata-se de um Programa com 8 instrumentos, direcionado para indivíduos não alfabetizados ou que apresentem dificuldades na relação ensino e aprendizagem. Também pode ser aplicado em pessoas com algum comprometimento no sistema neurológico, deficiência intelectual e na reabilitação de processos cerebrais degenerativos. Para realizar esta formação é pré-requisito ter também a formação no Pei 1.

 

Os 8 instrumentos do Pei Básico 1 são:

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Organização de Pontos Básico

Assim como na Organização de Pontos do Pei Standard, o instrumento é apresentado em modalidade simbólica onde o mediado deve fazer a busca de figuras geométricas em uma nuvem de pontos, porém, com menor nível de complexidade e menos fontes de informações. Além disso, trabalha-se desde as etapas iniciais como a construção de linhas, paralelas, ângulos, figuras isoladas para posteriormente propor a busca de figuras completas e sobrepostas. O foco do instrumento é a emergência do controle de impulsividade, conduta comparativa, percepção clara e precisa, percepção da relação parte e todo, conduta de planejamento entre outras funções cognitivas.

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Orientação Espacial Básico

Trabalha o desenvolvimento da linguagem e do sistema de referência individual e relativo através da mediação de vocabulários e conceitos relacionados à orientação espacial como dentro, fora, em cima, em baixo, direita, esquerda, canto, centro etc. Desenvolve a capacidade de relacionar elementos de um mesmo contexto orientando a emergência da percepção da totalidade dos fenômenos, clara e precisa, orientação espacial, uso adequados de instrumentos verbais, consideração de duas ou mais fontes de informação simultaneamente, precisão na comunicação de resposta e na coleta de dados, conduta comparativa etc.

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Comparando e Descobrindo o Absurdo

Dividido em dois níveis (A e B), as cenas, muitas vezes divertidas, sugerem que o indivíduo encontre absurdos contextuais utilizando a estratégia de comparar os elementos gráficos, orientado por categorias e critérios que dão suporte para a mediação. Após esta etapa, o indivíduo deve sugerir mudanças na cena para que este absurdo seja minimizado, sendo necessário portanto compreender a fonte desta inconstância, mobilizando a percepção e definição de problemas, o desenvolvimento de conceitos e linguagem, conduta comparativa, percepção da relação parte e todo, constância e permanência do objeto, raciocínio hipotético e inferencial, elaboração de hipóteses, controle de impulsividade, entre outras funções cognitivas. No final das tarefas, o mediado deve ainda contar a história daquela cena, mobilizando a expansão do campo mental, projeção das relações virtuais e atuando em maior nível de abstração, competência estas requeridas para a elaboração do pensamento simbólico.

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Identificando Emoções

O mediado encontrará uma fotografia de uma pessoa simulando uma das 7 emoções básicas (medo, alegria, tristeza, nojo, surpresa, raiva e dor) e além de identificar os traços característicos destas na expressão facial dos modelos e relacionar com o seu repertório prévio acerca de suas emoções, deverá classificar quatro cenas como sendo menos ou mais mobilizadoras da emoção foco de cada página, utilizando critérios de intensidade e relevância. O instrumento mobiliza a emergência de funções cognitivas como percepção clara e precisa das totalidade dos fenômenos, conduta comparativa, somativa e de planejamento, controle de impulsividade, comunicação descentralizada (não egocêntrica), além de mobilizar a construção de repertório verbal e precisão na comunicação de respostas a partir da contextualização das cenas auxiliares.

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Da Unidade ao grupo (FUG)

Trabalha com a representação numérica ao mesmo tempo que a utiliza para desenvolver a noção de diferentes agrupamentos, segundo diferentes critérios. A partir do exercício de contagem e organização espacial dos elementos em grupos, propõe a ampliação do campo mental, estimulando a operação de análise e síntese, além de estimular a diferenciação, comparação, classificação e controle da impulsividade através do ato motor, com a proposta de tarefas de complexidade progressiva.

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Desde a Empatia até a Ação

Possui uma estrutura de tarefa semelhante ao instrumento Identificando Emoções, com uma cena problema no topo da página e quatro soluções possíveis para este. Além de desenvolver a identificação e definição de problemas, estimula o desenvolvimento da empatia, minimizando a comunicação egocêntrica e estimulando o raciocínio hipotético e inferencial através da classificação de soluções e emoções adequadas ao problema em questão. Aqui, a classificação das quatro cenas possíveis de solucionar o problema acontecem segundo critérios de adequação da ação e intensidade da emoção aplicada na ação, simultaneamente.

TCAL – Três Canais de Aprendizagem da Atenção

Único instrumento do Pei Básico que além de tarefas em papel, possui também peças tridimensionais de formas geométricas diversas, regulares e irregulares. A proposta é que o indivíduo tenha contato com os três principais canais de aprendizagem e da atenção: táctil, visual e auditivo, oportunizando a relação entre estes e a representação mental dos elementos dessas formas geométricas. Assim, é possível oportunizar a experiência em diferentes dimensões e o processamento cognitivo destas, concluindo a etapa básica do desenvolvimento cognitivo.

Ao final da formação em Pei Básico, o egresso terá condições de:

Complementar a Formação em Pei e nas teorias de Reuven Feuerstein;

Vivenciar a prática integral da Experiência de Aprendizagem Mediada como alternativa para a educação cognitiva de criança;

Revisar os aspectos fundamentais das teorias de Reuven Feuerstein e compreender o diferencial da proposta de trabalho em momentos anteriores à alfabetização;

Vivenciar os processos, tipos e critérios de mediação envolvidos no Pei Básico;

Desenvolver estratégias avançadas na gestão de suas práticas, dos processos de intervenção cognitiva com crianças, elaboração e execução de planos, programas ou projetos focados na educação infantil;

Integrar-se à comunidade de mediadores dos Instrumentos de Pei Básico 1 em âmbito internacional podendo estabelecer uma nova relação com o mercado de trabalho;

Ampliar a habilidade de modificar as práticas pedagógicas.